Ciência / Meio ambiente

Por que o conflito entre ciência e fé é só aparente

O geneticista Francisco Ayala explica este fenômeno ao receber o título de doutor honoris causa pela UIMP

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12.07.2013
ciencia y fe Montage © CIRIC & SHUTTERSTOCK
A ciência é metodologicamente materialista, no sentido de que trabalha com realidades que são percebidas pelos sentidos, mas não materialista no sentido metafísico: "isso transcende seu campo de ação e ela não tem nada a negar ou afirmar sobre a existência de Deus". Estas foram as palavras do geneticista Francisco Ayala, ao receber o título de doutor honoris causa da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, em Santander (Espanha).
 
Em seu discurso, Ayala defendeu a convivência entre ciência e com uma imagem: "A ciência e a religião são duas janelas – talvez as mais importantes – para olhar o mundo; o que se vê é diferente, mas não deve haver contradição, porque é um mundo único".
 
O geneticista explicou, em sua intervenção, que o conflito entre ciência e é aparente e gira sobre dois eixos: a contraposição entre a teoria da evolução e a , e o materialismo do âmbito científico.
 
Para Ayala, quando os biólogos falam da evolução humana, atribuem a capacidade artística, moral ou da linguagem à constituição biológica dos organismos, enquanto os filósofos a atribuem às tradições culturais, segundo informou o jornal El Mundo.

Sua ideia é que são dimensões diferentes, porque os biólogos, como ele, falam da moralidade como capacidade de emitir juízos morais, "algo possível pela nossa constituição biológica", comentou.
 
No entanto, as normas de moralidade ("iconicamente, os 10 mandamentos", disse) "não vêm da biologia". Assim, sua conclusão é que "a biologia nos dá nossas capacidades fundamentais, mas é a cultura que elabora os valores".
 
Para Ayala, a teoria da evolução não contradiz a Bíblia, porque "já os primeiros Padres da Igreja diziam que a Bíblia não é um livro de ciência". E citou Santo Agostinho: "A Bíblia não foi escrita para nos dizer como foram feitos os céus, mas para nos mostrar como chegar ao céu".
 
Em sua opinião, a explicação da criação que a Bíblia oferece é "verdadeira se considerarmos o propósito da narrativa: ensinar-nos que somos criaturas de Deus, bem como a unicidade da espécie humana". Mas, se for interpretada literalmente, concluiu, "é claro que não será compatível com a ciência".

A ciência é metodologicamente materialista, no sentido de que trabalha com realidades que são percebidas pelos sentidos, mas não materialista no sentido metafísico: "isso transcende seu campo de ação e ela não tem nada a negar ou afirmar sobre a existência de Deus". Estas foram as palavras do geneticista Francisco Ayala, ao receber o título de doutor honoris causa da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, em Santander (Espanha).
 
Em seu discurso, Ayala defendeu a convivência entre ciência e com uma imagem: "A ciência e a religião são duas janelas – talvez as mais importantes – para olhar o mundo; o que se vê é diferente, mas não deve haver contradição, porque é um mundo único".
 
O geneticista explicou, em sua intervenção, que o conflito entre ciência e é aparente e gira sobre dois eixos: a contraposição entre a teoria da evolução e a , e o materialismo do âmbito científico.
 
Para Ayala, quando os biólogos falam da evolução humana, atribuem a capacidade artística, moral ou da linguagem à constituição biológica dos organismos, enquanto os filósofos a atribuem às tradições culturais, segundo informou o jornal El Mundo.

Sua ideia é que são dimensões diferentes, porque os biólogos, como ele, falam da moralidade como capacidade de emitir juízos morais, "algo possível pela nossa constituição biológica", comentou.
 
No entanto, as normas de moralidade ("iconicamente, os 10 mandamentos", disse) "não vêm da biologia". Assim, sua conclusão é que "a biologia nos dá nossas capacidades fundamentais, mas é a cultura que elabora os valores".
 
Para Ayala, a teoria da evolução não contradiz a Bíblia, porque "já os primeiros Padres da Igreja diziam que a Bíblia não é um livro de ciência". E citou Santo Agostinho: "A Bíblia não foi escrita para nos dizer como foram feitos os céus, mas para nos mostrar como chegar ao céu".
 
Em sua opinião, a explicação da criação que a Bíblia oferece é "verdadeira se considerarmos o propósito da narrativa: ensinar-nos que somos criaturas de Deus, bem como a unicidade da espécie humana". Mas, se for interpretada literalmente, concluiu, "é claro que não será compatível com a ciência".

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